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De olhos bem abertos!

Data: 26/09/06
Veículo: CIO
Seção: Estratégias

As empresas brasileiras devem, em 2006, gastar mais em segurança da informação do que fizeram no ano passado. Foi o que disseram os 317 executivos brasileiros entrevistados pelo Estudo Global de Segurança 2006, realizado pela CIO Magazine em parceria com a PricewaterhouseCoopers. Entre os entrevistados, 33,3% apontaram crescimento dos gastos com segurança em até 30% e outros 12,3% prevêem aumento acima deste valor. Os gastos devem permanecer no mesmo patamar para 24,5%, enquanto 4,3% dos profissionais consultados acreditam em redução dos investimentos em segurança em 2007.

Os números não são surpreendentes, especialmente ao notar que 44,7% dos entrevistados já tiveram informações perdidas ou comprometidas devido a ataques, e 29,1% chegaram a ter perdas financeiras graças a brechas de segurança. Indisponibilidade de rede e de aplicações também são frutos freqüentes dos ataques, citados respectivamente por 40,2% e 40,8% dos respondentes.

Para mudar o quadro, a maior parte das iniciativas estratégicas relacionadas à segurança da informação tem como foco os funcionários – não apenas quando o assunto são as pessoas, mas também no que se refere aos processos e à tecnologia. O aumento do controle por meio da monitoração do uso dos recursos, a criação de campanhas e treinamentos para aumentar o conhecimento sobre a importância de se adotar as políticas de segurança definidas pela empresa e a realização de backup dos dados são os principais destaques.

A contratação de um CSO (Chief Security Officer) ou um CISO (Chief Information Security Officer) está nos planos de, respectivamente, 17,2% e 22,5% dos entrevistados. Hoje, a minoria (41,6%) das corporações tem um desses cargos no Brasil. Ainda assim, o número é superior à média sul-americana (37,1%) e à média mundial (36,4%).
Apesar da segurança ser nitidamente uma preocupação cada vez maior dos executivos de TI – em 25% das empresas a segurança consome de 25% a 49% do orçamento de tecnologia –, os entrevistados parecem estar confiantes. A grande maioria (80%) acredita que suas políticas de segurança estão sendo eficientes. E a percepção dos entrevistados é que os CEOs vêem as ações da mesma forma, já que 80,9% afirmaram que os presidentes também acreditam que as atividades de segurança estão sendo bem-sucedidas.

Uma tendência global apontada pelo estudo é o alinhamento cada vez maior entre a segurança física e a segurança da informação. Este ano, 40% dos participantes disseram que os líderes das duas áreas respondem ao mesmo executivo, sendo que, em 2003, eram apenas 11% nesta situação. No Brasil, a tendência é ainda mais forte: 47,9% dos participantes afirmaram ter o mesmo líder executive para as duas áreas, o que indica melhora na gestão de segurança das companhias.

Por Thais Aline Cerioni